"(...) Saúdo-os e desejo-lhes sol / E chuva, quando a chuva é precisa, e que as suas casas tenham / Ao pé duma janela aberta / Uma cadeira predileta / Onde se sentem, lendo os meus versos. (...)" (CAEIRO, Alberto. O guardador de rebanhos)
terça-feira, 16 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
MUITO BOM: pra ficar ouvindo um som na net, sugestão:
http://globoradio.globo.com/MusicCenter/0,,4497,00.html.
Atenção pra Zona de Impacto da SportV e as rádios temáticas - são várias rádios, de todo tipo, pra todo gosto, só com música, direto, sem publicidade.
Pô, só não tem uma específica de Metal... Mas tem rockão (Radio Rock Heroes), blues (Crossroads FM - muito boa!), reggae (Rádio Rasta), MPB (várias boas - atenção para a Som Livre Apresenta - pra quem gosta de novidade na cena musical e também a Masters FM - só raridades, selecionadas por Charles Gavin), tem tecneira (Beats FM) y muchas cositas más...
http://globoradio.globo.com/MusicCenter/0,,4497,00.html.
Atenção pra Zona de Impacto da SportV e as rádios temáticas - são várias rádios, de todo tipo, pra todo gosto, só com música, direto, sem publicidade.
Pô, só não tem uma específica de Metal... Mas tem rockão (Radio Rock Heroes), blues (Crossroads FM - muito boa!), reggae (Rádio Rasta), MPB (várias boas - atenção para a Som Livre Apresenta - pra quem gosta de novidade na cena musical e também a Masters FM - só raridades, selecionadas por Charles Gavin), tem tecneira (Beats FM) y muchas cositas más...
terça-feira, 2 de março de 2010
...
... Porque um apaixonado pela palavra ganha as muitas e várias outras coisas que a palavra traz...
...
... buscar o novo: no ovo, na música, na música velha, no livro, na roupa, no hábito inexorável, na morte, no Cazuza cantando eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades... o tempo não pára... ! (...TEMPO...)... e continua sempre: buscar o novo...
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Mulheres sempre têm uma caixinha de joias guardada em algum lugar.
A minha fica ao lado da cama: é a edição da Poesia Completa de Drummond.
Vira e mexe reencontro nela, como da 1ª vez, uma pedra rara.
Como disse Ezra Pound, literatura é novidade que permanece novidade.
Caras assim, João Cabral, Manoel de Barros, " entesouram frases" .
Por eles, muita admiração, agradecimento e uma pontinha duma inveja, a de terem tirado da minha boca, do meu teclado, palavras como nunca saberei escrever.
Ó aí um exemplo fodido:
PARA A FEIRA DO LIVRO
(João Cabral de Melo Neto)
Folheada, a folha de um livro retoma
o lânguido e vegetal da folha folha,
e um livro se folheia ou se desfolha
como sob o vento a árvore que o doa;
folheada, a folha de um livro repete
fricativas e labiais de ventos antigos,
e nada finge vento em folha de árvore
melhor do que vento em folha de livro.
Todavia a folha, na árvore do livro,
Mais do que imita o vento, profere-o:
A palavra nela urge a voz, que é o vento,
Ou ventania varrendo o podre a zero.
Silencioso; quer fechado ou aberto,
inclusive o que grita dentro; anônimo:
só expõe o lombo, posto na estante,
que apaga em pardo todos os lombos
modesto: só se abre se alguém o abre,
e tanto o oposto do quadro na parede,
aberto a vida toda, quanto da música,
viva apenas enquanto voam suas redes.
Mas apesar disso e apesar de paciente
(deixa-se ler onde queiram), severo:
exige que lhe extraiam, o interroguem;
e jamais exala: fechado, mesmo aberto.
A minha fica ao lado da cama: é a edição da Poesia Completa de Drummond.
Vira e mexe reencontro nela, como da 1ª vez, uma pedra rara.
Como disse Ezra Pound, literatura é novidade que permanece novidade.
Caras assim, João Cabral, Manoel de Barros, " entesouram frases" .
Por eles, muita admiração, agradecimento e uma pontinha duma inveja, a de terem tirado da minha boca, do meu teclado, palavras como nunca saberei escrever.
Ó aí um exemplo fodido:
PARA A FEIRA DO LIVRO
(João Cabral de Melo Neto)
Folheada, a folha de um livro retoma
o lânguido e vegetal da folha folha,
e um livro se folheia ou se desfolha
como sob o vento a árvore que o doa;
folheada, a folha de um livro repete
fricativas e labiais de ventos antigos,
e nada finge vento em folha de árvore
melhor do que vento em folha de livro.
Todavia a folha, na árvore do livro,
Mais do que imita o vento, profere-o:
A palavra nela urge a voz, que é o vento,
Ou ventania varrendo o podre a zero.
Silencioso; quer fechado ou aberto,
inclusive o que grita dentro; anônimo:
só expõe o lombo, posto na estante,
que apaga em pardo todos os lombos
modesto: só se abre se alguém o abre,
e tanto o oposto do quadro na parede,
aberto a vida toda, quanto da música,
viva apenas enquanto voam suas redes.
Mas apesar disso e apesar de paciente
(deixa-se ler onde queiram), severo:
exige que lhe extraiam, o interroguem;
e jamais exala: fechado, mesmo aberto.
Assinar:
Postagens (Atom)